segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O que são Gogue e Magogue?"



O que são Gogue e Magogue?"


Resposta: Historicamente falando, Magogue era um neto de Noé (Gênesis 10:2). Os descendentes de Magogue se estabeleceram no extremo norte de Israel, provavelmente na Europa e no norte da Ásia (Ezequiel 38:15). Magogue eventualmente se tornou o nome da terra onde os seus descendentes se estabeleceram. O povo de Magogue é descrito como guerreiros habilidosos (Ezequiel 38:15; 39:3-9). Gogue é o nome de um futuro líder em Magogue que irá liderar um exército para atacar Israel. O Senhor prediz a condenação de Gogue: "Filho do homem, volve o rosto contra Gogue, da terra de Magogue…profetiza contra ele" (Ezequiel 38:2).

Gogue e Magogue são mencionados em Ezequiel 38-39 e em Apocalipse 20:7-8. Embora essas duas passagens mencionem os mesmos nomes, um estudo detalhado das Escrituras demonstra que elas não se referem às mesmas pessoas e eventos. Na profecia de Ezequiel, Gogue será o líder de um grande exército que ataca a terra de Israel. Gogue é descrito como "da terra de Magogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal" (Ezequiel 38:2). A batalha descrita por Ezequiel que envolve Gogue e Magogue ocorre no período da tribulação, provavelmente nos primeiros três anos e meio. A evidência mais forte para este ponto de vista é que o ataque virá quando Israel estiver em paz (Ezequiel 38:8, 11) – quando a nação tiver diminuído suas defesas. Israel definitivamente não está em paz agora, e é inconcebível que a nação baixaria suas defesas, salvo algum evento extremamente importante. Quando a aliança de Israel com o Anticristo estiver em vigor no início da 70ª semana de Daniel (a tribulação de sete anos - Daniel 9:27a), Israel estará em paz. Possivelmente a batalha ocorrerá pouco antes da metade do período de sete anos. De acordo com Ezequiel, o próprio Deus derrotará Gogue nos montes de Israel. A matança será tão grande que levará sete meses para enterrar todos os mortos (Ezequiel 39:11-12).

Gogue e Magogue são mencionados novamente em Apocalipse 20:7-8. Esta é uma batalha diferente, mas a repetição dos nomes Gogue e Magogue mostra que a história se repetirá. A mesma rebelião contra Deus descrita em Ezequiel 38-39 será vista novamente.

O livro de Apocalipse alude à profecia de Ezequiel sobre Magogue para descrever um ataque final dos últimos tempos contra a nação de Israel (Apocalipse 20:8-9). O resultado dessa batalha é que todos os inimigos de Deus são destruídos, e Satanás encontrará seu lugar final no lago de fogo (Apocalipse 20:10).

Abaixo estão algumas das razões mais óbvias por que Ezequiel 38-39 e Apocalipse 20:7-8 referem-se a pessoas e batalhas diferentes:

1. Na batalha de Ezequiel 38-39, os exércitos vêm principalmente do norte e envolvem apenas algumas nações da terra (Ezequiel 38:6, 15; 39:2). A batalha em Apocalipse 20:7-9 envolverá todas as nações, de modo que os exércitos virão de todas as direções, não apenas do norte.

2. Não há menção de Satanás no contexto de Ezequiel 38-39. Em Apocalipse 20:7, o contexto claramente coloca a batalha acontecendo no final do milênio, e apresenta Satanás como o principal instigador.

3. Ezequiel 39:11-12 afirma que os mortos serão sepultados por sete meses. Não haveria necessidade de enterrar os mortos se a batalha em Ezequiel 38-39 fosse a mesma descrita em Apocalipse 20:8-9, pois imediatamente após Apocalipse 20:8-9 é o grande julgamento do trono branco (20:11- 15), e então o céu ou a terra atuais são destruídos e substituídos por um novo céu e terra (Apocalipse 21:1). Obviamente, haverá necessidade de enterrar os mortos se a batalha ocorrer na primeira parte da tribulação, pois a terra de Israel será ocupada por mais 1.000 anos, o comprimento do reino milenar (Apocalipse 20:4-6).

4. A batalha em Ezequiel 38-39 é usada por Deus para trazer Israel de volta para Ele (Ezequiel 39:21-29). Em Apocalipse 20, Israel tem sido fiel a Deus por mil anos (o reino milenar). Os rebeldes em Apocalipse 20:7-10 são destruídos sem mais oportunidades de arrependimento.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A SOLIDÃO DO HOMEM E A SOLIDÃO COM DEUS

Por Eguinaldo H. de Souza

Há uma solidão que fere o coração humano e que o arrasta para o fundo, para baixo. Não importa quantos estejam ao seu redor, ele se sente sozinho e abandonado, vazio e angustiado, nada e nem ninguém o preenche. Ele se sente só seja em uma festa, em seu trabalho, em qualquer lugar, independente de quantos estejam ao seu redor. Ele se sente só em meio ao 7 bilhões de habitantes no planeta.
“Porque nos criastes para vós e nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em vós”, escreveu Agostinho no quinto século. E isso continua sendo verdade hoje. Corações que vivem longe de Deus, alienados de Deus, permanecem inquietos e solitários. Essa é a solidão humana. É somente quando a alma se sente abraçada por Deus em seu amor que essa solidão cessa.
Há, porém, outra solidão. A solidão que deve ser buscada, ansiada, desejada. É o tempo de estar sozinho com Deus. Esse é um tempo bom, abençoado, em que nos colocamos diante de Deus com nossas lutas e saímos dessa solidão renovados.
É dito que “Jacó, porém, ficou só, e lutou com ele um homem até o romper do dia” (Gênesis 32.24). Naquele dia não mudou apenas seu nome para Israel, mas mudou a essência de seu ser, mudou seu destino.
Até mesmo sobre Jesus nós lemos: “E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava” (Marcos 1.35). Era nessa solidão que Jesus encontrava forças para abençoar as multidões. Como disse Henry Nowen, levar uma vida cristã significa viver no mundo sem ser dele. É na solidão que essa liberdade interior se fortalece.
Só você e Deus. Renunciando a companhia humana para desfrutar da companhia divina. Quem já experimentou momentos especiais como esse, em que tudo o mais silencia e só nossa alma dialoga com Deus, sabe o quanto isso é bom e abençoador. Há momentos de se buscar a Deus com nossos os irmãos. Há momentos de se buscar a Deus com a família. Há momentos de se buscar a Deus sozinho. E estes momentos são talvez os mais preciosos de todos.
Quando passeamos pelas páginas da história da Igreja vemos que inúmeros foram aqueles que aprenderam que na solidão há força. Não a solidão não redimida, mas a solidão dos redimidos que aprenderam que o melhor refúgio é Deus.
Como escreveu A.D. Serdilange:
“O retiro é o laboratório do espírito. A solidão interior e o silêncio são suas duas asas. Todas as grandes obras foram preparadas no deserto, inclusive a redenção do mundo”.
Outra palavra abençoada sobre isso vem do século XV. Nas palavras de Tomás de Kempis, alguém que já havia dito que ninguém sai com segurança em público, senão quem aprendeu a se esconder:
“Enfada-me, muitas vezes, ler e ouvir tantas coisas; em Vós se encontra quanto quero e desejo. Calem-se todos os doutores; emudeçam as criaturas todas em Vossa presença; falai-me Vós só”.
E para terminar, uma palavra do profeta Jeremias, um gigante espiritual que enfrentou toda uma nação e venceu. Muitas vezes ele se viu em solidões forçadas, mas era nas solidões voluntárias que ele sabia que poderia encontrar a Deus e ao seu poder.
“Bom é o Senhor para os que se atêm a ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor. Bom é para o homem (…) assentar-se solitário e ficar em silêncio” (Lamentações 3. 26 – 28).
A solidão com Deus é na verdade uma infinita e eterna comunhão.

O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

Por: David Cloud
Postado por Milton Adones Vieira
Por se achar de acordo com minha posição teológica sobre o ARREBATAMENTO Pré-tribulacional.

A palavra “Arrebatamento” não aparece na Bíblia, mas é um termo usado para descrever a “rápida trasladação para cima”, o que na 1 Tessalonicenses 4:17 consta como “arrebatar nas nuvens” (ou simplesmente arrebatar, conforme Judas 23, “arrebatar do fogo”). Ela significa “puxar com força para cima”. É usada para descrever como o Espírito de Deus arrebatou a Filipe, após a conversão do eunuco etíope (Atos 8:39). Isso é exatamente o que Cristo vai fazer com os crentes do Novo Testamento, antes de começar a Grande Tribulação.





Notas referentes à Grande Tribulação:


1). - O Arrebatamento é: (1) a ressurreição dos mortos em Cristo; (2) uma atração para cima e trasladação dos santos do Novo Testamento (1 Tes. 4:17).

2). - Os mortos em Cristo estão com Ele no céu (verso 14).

3). - O Arrebatamento é a bendita esperança do crente (verso 13). É o que estamos aguardando.

4). - O Arrebatamento é certo: (a) É tão certo como a ressurreição de Cristo (verso 14); (b) É a Palavra do Senhor.

5). - O Arrebatamento é um conforto (verso 18). Se essa trasladação não acontecesse senão ao final dos tormentos da Grande Tribulação, não haveria conforto algum para os cristãos que estão na margem anterior à Tribulação.

6). - O Arrebatamento acontecerá antes do "dia da ira do Senhor" (1 Tes. 5:1-5, 9).



Este evento também é descrito na 1 Coríntios 15:51-58:

1). - O Arrebatamento também era um mistério que não foi revelado no Velho Testamento (verso 51). Os profetas do VT ensinaram sobre a ressurreição, mas não ensinaram que alguns seriam arrebatados sem passar pela morte. A trasladação dos santos do Novo Testamento vai efetuar uma instantânea mudança da mortalidade para a imortalidade. Os crentes que estiverem vivos nessa hora jamais verão a morte.

2). - A trasladação dos santos da era da igreja é expressa como sendo uma fonte de conforto e encorajamento (1 Cor. 15:58). Ora, se não acontecesse uma trasladação, antes do final dos tormentos da Grande Tribulação, ela não seria um conforto.       



Entre os que acreditam num literal arrebatamento da igreja, existem em geral três posições. Todas estas se referem ao tempo do Arrebatamento durante a Grande Tribulação. Estas três posições são:

1). - Pré-tribulacional  - significando que os santos da igreja serão arrebatados antes da Grande Tribulação. [antes dos 7 anos]

2). - Mid-tribulacioinal - (também chamado Arrebatamento Pré-Ira), significando que os santos da igreja vão passar pela metade da Grande Tribulação. 

3). - Pós-Tribulacional -  significando que os santos da era da igreja passarão por todo o período da Grande Tribulação.





EVIDÊNCIAS PARA O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL


        Pelas razões abaixo, estamos convencidos de que a Bíblia ensina o Arrebatamento Pré-Tribulacional. Usaremos o termo “igreja” em geral no sentido institucional.


1). - Aos crentes da era da igreja é prometido o livramento da ira de Deus (1 Tes. 1:9-10; 5:9; Romanos 5:9 e Apoc. 3:10).

A Grande Tribulação é expressamente chamada “o dia da ira do Senhor”. Hoje, o Senhor está contendo Sua ira. Ele está assentado sobre o trono da graça; mas, logo chegará o dia em que Ele Se assentará no trono do julgamento. “O dia da ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Salmo 110:5; Isaías 13:6-13 e Apoc. 6:16-17). É verdade que em cada século as igrejas crentes na Bíblia têm estado sujeitas a perseguições; porém, estas são diferentes da Grande Tribulação. Em geral, as perseguições que têm sido feitas contra os santos são causadas pelos homens maus e pelo diabo, enquanto a Grande Tribulação de sete anos será um período referente à ira divina. (Apoc. 6:16-17; 14:10). Alguns acham que a igreja não será poupada no tempo da ira, mas será salva através da mesma. Isto não pode ser verdade, visto como a Bíblia revela claramente que os que estiverem na Terra durante a Grande Tribulação não serão salvos da ira, mas serão vencidos (Apoc. 13:7). As Escrituras que prometem livramento da ira, aos crentes da era da igreja, devem se referir ao livramento da exata presença da ira. Com respeito à Grande Tribulação, elas dizem: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:36). 

Desse modo, os crentes da era da igreja devem ser fisicamente removidos da Terra; caso contrário, teriam que suportar o dia da ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3:10: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Este verso não diz que Deus vai guardar os santos da era da igreja através da provação, mas livrá-los da mesma.


2). - O Espírito Santo deve ser removido antes da Tribulação (2 Tessalonicenses 2:1-8)

Em outras passagens da Bíblia, lemos que o Espírito Santo é Quem restringe o pecado (Gênesis 6:3; Isaías 59:19). O Espírito Santo veio ao mundo nesta dispensação atual, no Dia de Pentecoste (Atos 2). Ele vai remover os crentes da era da igreja, antes do início da ira divina. Ele é Deus e é Onipresente. Isto significa que Ele não estará atuante [na Terra] no mesmo sentido em que tem estado nesta era. 


3). - Aos crentes da era da igreja são prometidas mansões no céu (João 14:1-3).

Quando o Senhor regressar à Terra, Ele Se assentará no Seu Trono Messiânico. Mas, se o Arrebatamento acontecer no final da Grande Tribulação, a promessa feita aos crentes da era da igreja não será cumprida. Os crentes da era da igreja são um povo do céu, com uma esperança celestial (Efésios 1; Filipenses 3:20; Colossenses 3:1-3). Alguns dispensacionalistas ensinam que os santos da era da igreja viverão no céu durante o Milênio.  Creio que eles viverão tanto no céu como na Terra. Jesus prometeu aos apóstolos que eles reinariam com Ele sobre Israel (Mateus 19:28).


4). - A Trasladação dos santos da era da igreja pode ser iminente (ela pode acontecer a qualquer momento, enquanto a Segunda Vinda do Senhor deve ser precedida de sinais específicos).

        Cristo ensinou isto em Mateus 24:42, 44; 25:13 e Marcos 13:30. Paulo ensinou isto em Filipenses 4:5 (“Perto está o Senhor”); Tito 2:13. Tiago ensinou em Tiago 5:8-9. Pedro ensinou na 1 Pedro 4:7. Os crentes primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo (1 Tes. 1:9-10). O apóstolo Paulo assim instruiu a igreja em Tessalônica:

“MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tes. 5:1-9).

A igreja não está aguardando o aparecimento do Anticristo, mas a volta do Filho de Deus.


5). - A igreja era um mistério não revelado no Velho Testamento (Efésios 3:1-11)

        A igreja do Novo Testamento não faz parte da cronologia dos eventos narrados pelos profetas do Velho Testamento. Eles profetizaram claramente a Primeira Vinda de Cristo, o Seu miraculoso nascimento, Sua vida, morte, ressurreição e ascensão. Os mesmos profetas descreveram a Segunda Vinda de Cristo em glória, precedida por um tempo de tribulação mundial, seguida pelo estabelecimento do glorioso reino messiânico, a partir de Jerusalém. Porém, esses profetas não viram o mistério da igreja, “O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5). 

        Entre a Primeira e a Segunda Vindas, existe um intermezo que não foi visto pelos profetas do Velho Testamento. Este intermezzo é a era da igreja. Os profetas do VT não viram que Israel seria deixada, temporariamente, em compasso de espera, enquanto Deus iria chamar, entre todas as nações, um corpo especial de pessoas. Após ter completado este intento, e quando o tempo dos gentios chegar ao fim, Deus vai restaurar o relógio profético de Israel e cumprir todas as promessas do Velho Testamento em relação à Sua antiga nação escolhida, pois: “...o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Romanos 11:25).

        A Grande Tribulação diz respeito a Israel, não aos crentes da era da igreja. Este período atual do mistério vai terminar com a remoção dos crentes da Terra. Então, o Senhor executará o Seu plano para a nação de Israel, quando cumprirá as profecias do Velho Testamento sobre o tempo das dores de Jacó, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.


6).- Existem eventos agindo entre a trasladação e a ressurreição da igreja, no segundo advento

Conforme a 1 Coríntios 15:51, CADA pessoa salva será trasladada no Arrebatamento. Contudo, Mateus 25:31-46 mostra que, quando Cristo voltar à Terra, Ele encontrará muitos crentes verdadeiros em seus corpos naturais. Deve haver, portanto, um período de tempo entre o Arrebatamento dos santos da era da igreja e a Segunda Vinda de Cristo, o qual vai permitir que estas pessoas sejam salvas. É plausível acreditar que esse período seja o da Grande Tribulação.


7). - O Livro do Apocalipse mostra que a igreja não estará na Terra durante a Grande Tribulação 

(a) - A igreja não é vista na Terra nos capítulos 4-18 do Apocalipse.

(b) - A testemunha de Deus durante a Grande Tribulação é Israel, não a igreja. (Apocalipse 7).

(c) - As orações dos santos em Apocalipse 8 são de julgamento. Somente Israel faz orações deste tipo. Aos santos da era da igreja é ensinado a orar pelos seus inimigos e não contra eles. (Lucas 9:51-56). As orações do Apocalipse são as orações dos Salmos, embasadas nas promessas feitas a Abraão, de amaldiçoar os que amaldiçoassem Israel (Gênesis 12:1-3).

(d) - Os gafanhotos com poder de escorpiões do Apocalipse 9 receberam permissão para atormentar os habitantes da Terra, exceto os judeus que tiverem na testa o sinal de Deus, colocado pelo anjo do Apocalipse 7. Se os crentes da era da igreja estivessem na Terra estariam sujeitos a este horrendo castigo de Deus.

(e) - Apocalipse 10 identifica os eventos de Apocalipse 4-18 com os eventos profetizados pelos profetas do Velho Testamento - os dias da Grande Tribulação e o Dia do Senhor. A era da igreja nunca esteve na visão destas profecias do 
Velho Testamento, pois era um mistério oculto. A igreja tem um propósito e um programa diferentes da nação de Israel. Esta nação é que está focalizada nas profecias do Velho Testamento e em Apocalipse 4-18.

(f) - O ministério das duas testemunhas de Apocalipse 11 identifica-as com a nação de Israel e com as profecias do Velho Testamento sobre o “Dia do Senhor”. Estas duas testemunhas ministrarão em Jerusalém, a capital de Israel. As igrejas não tem esta cidade como capital, pois sua cidade é celestial, não terrena (Colossenses 3:1-4; Filipenses 3:17-21). As duas testemunhas estão vestidas de pano de saco, o que é típico de Israel e não dos crentes do Novo Testamento. Em parte nenhuma, as igrejas se vestem de pano de saco. Em vez disso, os crentes são ordenados a se regozijarem no Senhor, conforme Filipenses 4:4. O julgamento dos crentes da era da igreja já foi feito e eles devem manter suas mentes centralizadas no céu, pela sua posição de já estarem ali assentados com Cristo (Efésios 2:5-10). Apocalipse 11:4 identifica as duas testemunhas com a profecia do Velho Testamento. Zacarias 4:3, 11, 14 se refere a Israel, não à igreja. Além disso, as duas testemunhas invocam julgamento sobre os inimigos, em Apocalipse 10:5-6. Jesus repreendeu os Seus discípulos por desejarem isto e instruiu os crentes da igreja no sentido de que deviam orar pelo bem-estar dos seus inimigos, não pela sua destruição. (Lucas 9:54-56; Romanos 12:14; 17-21).

(g) - O diabo persegue Israel, não a igreja, durante a Tribulação (Apocalipse 12). Não pode haver dúvida alguma de que a mulher neste capítulo é identificada como a nação de Israel. O verso 5 mostra uma mulher dando à luz Cristo; é óbvio que Jesus foi dado à luz por Israel, não pela igreja. (Isaías 9:6-7; Romanos 9:5). Além disso, os símbolos de Apocalipse 12:1-2 lembram a familiar tipologia de Israel no VT, onde Israel é apresentada como uma mulher (Isaías 54:4-5). O sol, a luz e as doze estrelas lembram  o sonho de José relativo a Israel (Gênesis 37:9). As palavras de Apocalipse 12:2 são quase uma exata citação de Miquéias 5:3, referindo-se ao trabalho de parto, que deu à luz o Messias. Estes símbolos não são usados nas igrejas do Novo Testamento. 





O Ataque ao Arrebatamento Pré-Tribulacional


        A Doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional tem estado, hoje em dia, sob severo ataque. Considerem alguns exemplos da Igreja Emergente:

Brian McLaren - Zomba das “expectativas fundamentalistas” sobre a Segunda Vinda literal de Cristo com os Seus respectivos julgamentos sobre o mundo e admite que o mundo vai continuar conforme está, por centenas de milhares de anos (A Generous Ortodoxy, p. 305). 

        Ele chama o literal e iminente retorno de Cristo como “Escatologia Pop-Evangélica” (Ibid, p. 267) e “Escatologia do Escapismo” (Entrevista do Planet Preterist, em 30/01/2005. Ver o site  http://planetpreterist.com/news-2774.html ).

        Mclaren diz que o Livro do Apocalipse “não trata de um futuro distante”, mas de “um meio de falar sobre os desafios do imediato presente” (The Secret Message of Jesus, 2007, p. 176). Ele diz que frases como “a lua se tornará em sangue” não podem ser tomadas mais literalmente do que as frases que lemos nos jornais de hoje em dia”  (The Secret Message of Jesus, p. 178).

John Baker of Grace - em Londres, Inglaterra, rejeita o dispensacionalismo como sendo a “teologia da escapologia” e defende que “os cristãos devem investir na cultura atual, não ficando à espera, até que chegue o tempo” (Emerging Churches, pp. 78-79).

Tony Jones - diz que a Igreja Emergente, ao contrário do ponto de vista dispensacionalista, caracteriza-se pela “escatologia da esperança” (An Emergent Manifesto of Hope, p. 130). Ele diz: “O que eu quero dizer é que as pessoas engajadas na igreja emergente tendem a ver a bondade e a luz no futuro de Deus, não trevas e ranger de dentes. Conquanto  possa parecer óbvio a alguns seguidores de Deus, a teologia-pop de hoje está encarando o outro lado.  Os novelistas e teólogos que lhes proveem o seu material tem a visão de que estamos numa espiral descendente e que, quando as coisas aqui em baixo estiverem bastante ruins, Jesus voltará em glória. Mas nós, que estamos representados neste livro, temos uma visão diferente. As promessas de Deus para o futuro são boas e nos aguardam, sinalizando para a frente”. (Ibid, p. 130).

N. T. Wright - que tem grande influência na Igreja  Emergente, admoesta que a doutrina de um iminente Arrebatamento é perigosa, pois ela interfere na construção do reino e nas atividades ambientais. “Se vai acontecer um Armagedom, e todos nós estivermos no céu, tendo sido antes arrebatados, não interessa se vamos ter uma chuva ácida ou um derramamento de gases venenosos... Ou que nos interessa se bombardeiam civis  no Iraque? Tudo que realmente importa é salvar almas para este céu despovoado” (Christians Wrong About Heaven, diz o Bispo “Time”, 07/02/2008).

Tony Campolo - diz “Quero dizer que todo esse estofo (sobre a iminente vinda de Cristo e uma literal Tribulação) não provém apenas do fundamentalismo. Ela provém do dispensacionalismo, uma bizarra forma de fundamentalismo, a qual teve início uns 50 anos atrás.  Acho que precisamos desafiar o governo a realizar a obra do reino de Deus, fazendo o que é correto aos olhos do Senhor. Toda essa visão de que o arrebatamento vai acontecer a qualquer momento é usada como uma fuga, para os cristãos não se comprometerem com os principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa época”. (Baptist Press, 27/06/2003).

Marc Driscol - Refere-se ao Arrebatamento Pré-Tribulacional como um “dispensacionalismo pessimista” (Litening to the Beliefs of Emerging Churches, p. 146). Ele avisa que os cristãos mentalmente ligados à Escatologia não são bem-vindos em sua igreja”. 




A Importância do Arrebatamento Pré-Tribulacional


A doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional é periférica. Como vimos, Cristo, Paulo,  João e Pedro ensinaram que a volta de Cristo seria iminente e deveria ser esperada a qualquer momento (Mateus 24:44; Filipenses 4:5; Tiago 5:8-9 e 1 Pedro 4:7). Os cristãos primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo como um literal cumprimento das profecias: 

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Tes. 1:9-10).

A doutrina de um Arrebatamento Pré-Tribulacional motiva à purificação da vida pessoal do cristão.

(1) - Ela encoraja o crente nas tribulações e perseguições:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Tes. 4:17-18).

(2) - Ela coloca o foco da igreja na Grande Comissão (Mateus 28:18-20; Marcos 16:15; Atos 1:8). Ela nos ensina a pregar o evangelho, a ganhar pessoas para Cristo e a estabelecer igrejas, pois “a igreja do Deus vivo [é] a coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3:15), como o assunto mais urgente. D. L. Moddy estava certo quando disse: “Vejo este mundo como um barco destruído. Deus me deu um bote salva-vidas e me disse: ‘Moody, salve tantos quantos você puder’”.  

(3) - Ela nos motiva a trabalhar na obra do Senhor (1 Coríntios 15:58).

(4) - Ela nos motiva a uma vida obediente (1 Tessalonicenses 5:4-7; 1 João 3:1-3).

(5) - Ela nos motiva a nos separarmos do mal (Tito 2:13-14).

(6) - Ela mantém os crentes longe da heresia e da apostasia (2 Timóteo 4:3-4 e 1 João 2:24-28). 



David Cloud - “The Pre-Tribulation Rapture”.
Traduzido por Mary Schultze, em 29/06/2009.

sábado, 24 de março de 2018

Billy Graham dormiu no Senhor!

O “Pastor da América” faleceu aos 99 anos, em sua casa, na Carolina do Norte – EUA Resultado de imagem para billy graham Billy Graham, 1918-2018
É imensurável a influência global da vida e ministério de Billy Graham. Pregou o Evangelho com poder e simplicidade, conclamando as multidões a aceitarem a Cristo. Ao longo de sua vida evitou posicionamentos políticos, doutrinários e ideológicos que pudessem comprometer a mensagem central de Cristo, e assim teve oportunidades de conviver com os mais poderosos do planeta, com humildade e sem nunca abrir mão de sua missão mais básica.
A Editora Mundo Cristão foi impactada por Billy Graham ao longo da nossa trajetória. Seu grande apoio às primeiras edições da Living Bible (Bíblia Viva) nos EUA possibilitou a fundação da Tyndale House Publishers, uma das principais editoras cristãs do mundo. Como consequência, a Mundo Cristão conseguiu traduzir e lançar esta obra no Brasil; foi o nosso primeiro livro e o mais bem-sucedido da nossa história. Publicamos diversos livros de Billy Graham, inclusive a obra recente Você está preparado?, na qual ele encara a proximidade da morte e incentiva os leitores a viverem preparados para seu último dia.
Calcula-se que Billy Graham falou ao vivo para mais de 200 milhões de pessoas em cruzadas e campanhas evangelísticas em mais de 150 países. O efeito desta evangelização em massa é sentida até hoje. Nenhum indivíduo no último século fez mais do que ele para disseminar as Boas Novas.  
Fonte: Mundo Cristão.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O que é a última trombeta?

1ª Parte: Por Pr. Claudionor de Andrade
2ª Parte: Por Milton Adones Vieira

Confesso já ter enfrentado alguma dificuldade para entender por que o clarim do arrebatamento é chamado de a última trombeta. Discorrendo sobre o rapto da Igreja, o apóstolo é mais do que meridiano; é profeticamente conclusivo: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co 15.52). Todavia, não esclarece ele a razão pela qual a última trombeta é assim denominada. Seria esta uma terminologia já mui familiar aos cristãos daqueles dias? Vejamos, em primeiro lugar, o que não é a referida trombeta.

Não é mera simbologia, conforme supõem os alegoristas. Estamos diante de um texto que tem de ser interpretado de acordo com as regras gramaticais e históricas da hermenêutica sagrada.

Não é a sétima trombeta do apocalipse, segundo erradamente inferem alguns mesotribulacionistas. Isto porque, esta trombeta não anuncia o arrebatamento, e, sim a instauração do Milênio (Ap 11.15).

Não é a trombeta que, de acordo com a teologia judaica, anunciará a derradeira etapa da ressurreição dos mortos, quando estes por-se-ão de pé para recepcionar o Senhor. Não é necessário esclarecer que tal interpretação é extravagante e antibíblica.

À guisa de esclarecimento, busquemos definir o que é a última trombeta. Em nosso Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), assim delimitamos o assunto: “Trombeta que, assoprada pelo arcanjo Miguel, anunciará a ressurreição dos que morreram em Cristo e o arrebatamento dos santos que estiverem vivos por ocasião da vinda do Senhor”. 

Desde o levítico, quando ordenou Deus fosse assoprada a trombeta, apregoando o ano do Jubileu (Lv 25.9), até à sétima trombeta do Apocalipse, proclamando a chegada do Milênio, observamos que nenhuma delas constitui qualquer mistério, seja quanto à sua designação, seja quanto ao tempo de seu sonido. A única exceção é a última trombeta.

Que a trombeta será assoprada pelo arcanjo, não há dúvida. E que será ouvida pelos redimidos do Senhor, também não há dúvida alguma. Mas qual o tempo de seu sonido? E qual a razão de seu epíteto? 

Tendo sempre como base a Bíblia Sagrada, seja-me permitido responder a estas perguntas:

A última trombeta é assim chamada porque: a) marcará o fim do ministério terreno da Igreja; b) e introduzirá o mundo no âmbito do completo domínio de Cristo sobre todas as coisas.

De igual modo, estará a última trombeta assinalando não somente a chegada do Dia de Cristo como também o Dia do Senhor. O primeiro diz respeito ao arrebatamento da Igreja; o segundo concerne à Grande Tribulação.

Por conseguinte, a última trombeta é assim alcunhada por assinalar o término não somente da atuação da Igreja de Cristo no mundo, como também o início do fim do atual sistema do Maligno, que será totalmente destruído durante a Grande Tribulação, para que o Reino de Deus seja completamente estabelecido neste mundo.

Apesar de não sabermos a data do sonido da última trombeta, as profecias e os sinais estão a alertar-nos: muito em breve estará o arcanjo estrugindo-a, assinalando o glorioso rapto da noiva de Cristo. Aleluia!

Acredito que avançar além destas explicações é cair no perigoso terreno da especulação. Afinal, onde a Bíblia se cala não precisamos ter voz (Dt 29.29). De uma coisa, porém, tenho certeza: a trombeta soará, e eu irei ao encontro do meu Senhor. Maranata! Sim, você e eu estaremos lá.

Por mim, Milton Adones Vieira
Em 23/09/2017 aconteceu em Israel a festa do Yom Teruah/Rosh HaShanah, também conhecida como a Festa das Trombetas e sabem o que isso significou para muitos? Vários Vídeos no youtube, comentários e estudos sobre as trombetas e festas, etc,... O Arrebatamento (Sim!? Possivelmente). Na verdade, nesses dias de festas, durante a lua nova, ou quando ela surgiria, que, na verdade, como disse Jesus, ninguém saberia a hora, nem o dia que ela apareceria, Mt 24.36, eram tocadas várias vezes a trombeta (Shofar), cem vezes, segundo dizem alguns. Mas, no final da festa, era tocada a última trombeta, e o toque era mais prolongado e diferente das outras; essa era, segundo a tradição Judaica, a ÚLTIMA TROMBETA. Paulo e os judeus(israelitas) sabiam, por isso ele escreveu, I Co 15.51,52; I Tes 4.14-17, e é um mistério, aliás, Cristo e a igreja, é um mistério, Ef 5.32. Porém, os estudiosos e especuladores, que quase afirmavam que o arrebatamento aconteceria agora nesse dias acima, também devido as datas de 1947,48 até 2018, fechavam 70 anos (uma geração, Sl 90.10, eles não pensaram uma coisa, qual, irmão Milton? Que a nossa cronologia e Chromos e o tempo de Deus é Kairós; ou seja, as festas terrenas eram na cronologia terrena e Cristo as cumpriu, as quatro primeiras: Páscoa, Pães Asmos, Primícias e Pentecostes, nas épocas certas das datas bíblicas, escritas na Lei dos isarelitas, porque Ele estava aqui, na terra. Hoje, Jesus está no Céu, a cronologia é de Deus, diferente da nossa contagem. Por isso, amados, Jesus não veio nos dias 23 a 25 de setembro de 2017. E digo mais, sempre que alguém quiser marcar uma data, bobo é quem acredita; pois justamente nesses dias marcados pelo homem Jesus não há de vir. Jamais sua Palavra vai falhar, se Ele disse que ninguém saberia, não saberão; pronto! Obs: Ele, Jesus, hoje sabe; como homem Ele não sabia, como Deus, Ele sabe todas as coisas, aleluia. Se gostou, curta, comente, paz do Senhor.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Se o grão de trigo não morrer

“Na verdade, na verdade vos digo que se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica eles só, mas se morrer, dá muito fruto (Jo 12:24)

Muitos hoje vão a Jesus para “ter” algo, receber Dele, mas o verdadeiro evangelho não consiste no ter, mas no doar-se e muitas vezes abdicar e perder algo que temos como “nossa” prioridade.
Diz a palavra de Deus que certa vez estava Jesus junto ao mar de Galiléia e estavam com Ele os irmãos Simão Pedro e André.
Diz as Escrituras que enquanto pescavam disse-lhes Jesus: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens”. Diz a palavra de Deus que eles deixaram “imediatamente” as redes e o seguiram (Mc 1:16-18). Numa outra passagem diz que deixaram o barco e seu pai (Mt 4:22). O evangelho de Lucas simplifica essa passagem dizendo: “Eles deixaram tudo e o seguiram”(Lc 5:11)
Vemos que a prioridade daqueles homens era pescar e na verdade eles estavam trabalhando. Talvez isso fosse uma boa desculpa para não seguir o Senhor , mas eles não hesitaram em seguir Jesus e abandonar tudo que lhes era prioridade.
Muitos cristãos hoje tem como prioridade os cuidados deste mundo e as riquezas que este mundo lhes proporciona. É justamente isso que faz sufocar a palavra de Deus conforme está escrito em Marcos 4:
” Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera”. (Mc 4:19).
João escreve que não devemos “amar” o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém assim o faz o amor de Deus não está nele. Diz a palavra de Deus:
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.(1 Jo 2:16-17).
Nós amamos o mundo quando resolvemos cuidar, zelar e dar prioridade em nossas vidas de algo que seria nos acrescentado naturalmente se buscássemos a Deus(Mt 6:33). Quando fazemos assim alimentamos a nós mesmos em nossas concupiscências. É por isso que a prioridade deve ser do Senhor, buscando fazer a Sua vontade.
Creio que um dos ensinos mal compreendidos e de difícil assimilação aos crentes é o que se refere a abnegação e mortificação da velha natureza. Seguir Jesus é até fácil do ponto de vista natural, mas seguir em obediência a sua palavra tem sido a grande dificuldade de mutos cristãos. A palavra de Deus fala de um jovem rico que queria seguir Jesus, mas que mesmo tendo adorado ao Senhor acabou não obedecendo por não querer negar a sim mesmo, por ser riquíssimo(Lc 18:18-23).
Creio que se fosse hoje, Jesus seria de certa forma “recriminado” por essa atitude. Nos tempos atuais de evangelho sem renúncia seria um absurdo não aceitar aquela proposta.
Talvez , hoje , para muitos ministérios seria de muita valia aquele jovem rico para ser um colaborador fiel do ministério, coluna da igreja para “financiar a obra de Deus”.
O Senhor deseja que o siga aqueles que “verdadeiramente” obedeçam a sua voz. Mais do que “jovens ricos” para financiar a obra de Deus, Jesus deseja pessoas que “sinceramente” o adorem em Espírito e em verdade(Jo 4:24). Diz o evangelho de João que aquele que é sua ovelha ouve a sua voz (Jo 10:4). O Senhor chama pessoa que queiram obedece-lo sem reservas, que queiram abdicar dos valores e tesouros deste mundo para servi-lo de todo coração. E pessoas cujo coração não se inclinam para os cuidados e preocupações deste mundo, mas cujo maior objetivo é agradar a Deus.
Jesus mesmo disse :
“A vida de um homem não consiste na abundância de bens que possui(Lc 12:31).
Buscai, “antes de tudo”, o seu Reino , e estas coisas vos serão acrescentados(Lc 12:31).
Não podemos servir ao Senhor e Mamom(riquezas), pois aborrecerá um e amará o outro(Lc 16:13).
Aonde estiver o vosso tesouro, ali estará o vosso coração (Lc 12:34)
Salomão um dos homens mais ricos e abençoados disse:
Melhor é o pouco com justiça do que a abundancia de colheita com injustiça (Pv 16:8).
Infelizmente temos visto crescer um evangelho que agrada a todos, pois não existe renúncia, mudança e abnegação. Um evangelho que aceita Jesus mas que nega a sua cruz. Certo pregador renomado admitiu recentemente que os cultos específicos de prosperidade e voltado “as bençãos” em sua igreja lotavam mais do que em outras reuniões.
Jesus mesmo disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, negue-se e tome a sua cruz e siga-me”. (Mc 8:34-35). Lucas escreveu que devemos levar a cada dia nossa cruz((Lc 9:23). Porque qualquer que quiser salvar sua vida perde-la-a, mas qualquer que por “amor de mim”, perder a sua vida, a salvará(Lc 9:24).
Amados é preciso morrer para si. Se o grão de trigo não morrer, ele fica só, ou seja, ele não dá fruto. O Senhor deseja que possamos dar frutos, não somente frutos , mas “bons frutos”. A semente quando é lançada no terreno não crescem a menos que morram primeiro(1 Cor 15:36). É preciso morrer para gerar, germinar e dar fruto. É preciso fazer morrer a casca da semente, que muitas vezes está cheia da nossa carnalidade, os cuidados deste mundo, as riquezas e a religiosidade. Muitos crentes estão na casca ainda, pois não morreram. Nós não sabemos onde e como foram semeados, mas o que sabemos é que aqueles que ouvem a palavra de Deus e recebem darão frutos(Mc 4:20); Quando estamos sem deus nos sentimos com um grão minúsculo, duro e sem serventia. Mas quando tiramos toda essa dureza, toda casca que envolve nos desenvolvemos como registra Marcos na parábola da semente (Mc 4:26-29). Só deus pode transformar um pequeno grão em algo cheio de frutos. Aliás diz a palavra que sem Deus nós nada podemos fazer e quem permanece nele dá muito fruto.
Mas como já foi dito é preciso fazer morrer o grão de trigo, a semente dura. É necessário morrer tudo aquilo que é da velha natureza como diz colossenses: A prostituição, impureza, lascívia, o desejo maligno(vil concupiscência)e a avareza que é idolatria(Cl 3:5).
Só podemos fazer morrer ou mortificar algo que está vivo e atuante. Muitas pessoas querem seu usadas por Deus, mas esquecem de pedir ao senhor que façam morrer nossa antiga natureza.
É preciso morrer para que os rudimentos deste mundo para nascer para Deus.
É preciso que uma nova “existência se inicie, para que frutifiquemos para o Senhor (Rm 7:4)
Por
 Anderson Cassio Oliveira
 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

OS ACONTECIMENTOS QUE DEVERÃO OCORRER ANTES DA TRIBULAÇÃO DO APOCALIPSE


“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”

( 2 Tessalonicenses 2:1-4 )
O presente estudo bíblico tem por objetivo mostrar às pessoas quais serão os eventos que antecederão à tribulação descrita no livro de Apocalipse, a revelação de Deus para os últimos dias da história da humanidade. Esse artigo segue o pré-tribulacionismo, a tese que defende a idéia de que a Igreja, composta pelos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que embora não sejam 100 % santos ( na verdade, somente Jesus foi e é TOTALMENTE SANTO ), se esforçam em obedecer aos mandamentos de Deus, será arrebatada antes do início dos sete anos da aliança estabelecida pelo Anticristo com Israel e com as outras pessoas do mundo.
1º ACONTECIMENTO: A APOSTASIA
Muitos ensinam que a Igreja será arrebatada somente depois da manifestação do Anticristo, isto é, o Anticristo só aparecerá depois do arrebatamento da Igreja. Mas não é isso que a Bíblia ensina. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, diz “irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele”, ou seja, em relação à segunda vinda de Jesus e a nossa reunião com ele, que é o arrebatamento, a ocasião em que a igreja se reunirá com Jesus Cristo, “nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor”, isto é, Paulo diz para não acreditarmos em nenhum espírito (seres espirituais, como anjos), nem em nenhuma palavra ( visões, sonhos, profecias ensinos, pregações, estudos, artigos ), nem em nenhuma epístola ( carta ), que ensinam que o Dia do Senhor, o dia do arrebatamento, da reunião com Jesus e também da ressurreição dos mortos, já estivesse ocorrido.
As pessoas na igreja primitiva estavam pensando que a ressurreição dos mortos já havia acontecido, pois falsos mestres como Himeneu e Fileto andavam pregando que a ressurreição já havia ocorrido, o que equivale a dizer que eles estavam falsamente ensinando a igreja de que Jesus já havia voltado, arrebatado a sua igreja e ressuscitado os mortos salvos em Cristo, como está escrito: “Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns” ( 2 Timóteo 2:17-18 ). Por isso, Paulo teve a preocupação de ensinar à igreja, escrevendo “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (1 Tessalonicenses 5: 1-2). A respeito do Dia do Senhor, que é mesmo dia do arrebatamento, que virá como o ladrão, ele escreve “ vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa” ( 1 Tessalonicenses 5:1-4 ). O apóstolo Paulo mostra que o mesmo “não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia”, isto é, o abandono da fé em Deus e a extrema desobediência dos seres humanos aos mandamentos da Palavra de Deus. E essa apostasia já está acontecendo, como estamos vendo atualmente no mundo.
2º ACONTECIMENTO: A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL ( ISRAEL X RÚSSIA E IRÃ )
“Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, volve o rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal; profetiza contra ele e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal. Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada; persas e etíopes e Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do lado do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos”
( Ezequiel 38:1-6 )
As profecias dos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel dizem que a Rússia ( a antiga Rôs ), o Irã ( a antiga Pérsia ), a Etiópia, a Líbia ( a antiga Pute ), Gômer ( os países da Europa Oriental ) e Togarma ( Turquia ), invadirão Israel nos últimos dias. Não é o prenúncio do cumprimento dessas profecias que temos visto nos últimos dias? A crescente tensão envolvendo os EUA e Israel contra o Irã? Se os EUA ou Israel atacarem o Irã, sabe o que acontecerá? A Rússia, aliada do Irã poderá invadir Israel, dando início à Terceira Guerra Mundial, a guerra de Gogue e Magogue, profetizada por Ezequiel, o conflito que colocará o Anticristo no cenário internacional. A Rússia, o Irã e seus outros aliados perderão essa guerra, pois Deus lutará ao lado de Israel e, no final dessa guerra, dos escombros desse conflito, aparecerá, pela primeira vez no mundo, o homem do pecado, o Anticristo, para firmar o acordo de sete anos de paz com Israel e no Oriente Médio.
Não é lógico que, após a derrota da Rússia, do Irã e dos seus aliados, ocorra um acordo de paz entre os países derrotados e Israel? E quem será o mediador desse acordo? Ele, o Anticristo. Do tempo do final da terceira guerra mundial até o tempo da assinatura do tratado de paz com Israel é que poderá acontecer o arrebatamento da igreja. Estaremos aqui na terra durante a terceira guerra mundial e veremos a primeira aparição do Anticristo. Qual é o evento que marcará o início da tribulação descrita no livro de Apocalipse? A assinatura do acordo de sete anos de paz do Anticristo com Israel, o qual o Anticristo, na metade desse acordo com Israel, romperá o mesmo, através da sua profanação do templo, perseguindo novamente a Israel, como está escrito: “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” ( Daniel 9:27 ).
3º ACONTECIMENTO: A PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO
No final da Terceira Guerra Mundial, surgirá o Anticristo, para fazer a falsa paz no mundo. Essa será a sua primeira aparição, como o homem que será o grande mediador da paz no Oriente Médio e da paz mundial. O Anticristo só se revelará como o homem da iniqüidade, só mostrará a sua verdadeira identidade quando ele profanar o templo reconstruído em Israel. Assim, os judeus e outros povos saberão que esse iníquo é o Anticristo profetizado nas Escrituras. Mas antes da profanação do templo e antes do arrebatamento da igreja ele já estará no mundo e veremos o início da ascensão do Anticristo ao poder.
4º ACONTECIMENTO: O ARREBATAMENTO DA IGREJA
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”
( 1 Tessalonicenses 4:13-17 )
O arrebatamento da igreja será o momento em que os mortos salvos em Cristo ressuscitarão e no qual os verdadeiros discípulos de Jesus serão arrebatados vivos e terão seus corpos transformados, como está escrito: “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” ( 1 Coríntios 15:51-52 ). Nesse dia, “Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” ( Mateus 24:40-42 ). Os falsos discípulos de Jesus Cristo e as demais pessoas que não obedeceram aos mandamentos de Deus serão deixados para trás, para sofrerem no reinado do Anticristo, enquanto que os verdadeiros discípulos serão arrebatados e estarão para sempre com o Senhor.
5º ACONTECIMENTO: A ASSINATURA DO ACORDO DE PAZ DE SETE ANOS
“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” ( Daniel 9:27 )
O Anticristo assinará o acordo de paz de sete anos com Israel, dando início à tribulação. A igreja poderá ser arrebatada antes da assinatura de tratado de paz ou poucos dias depois da assinatura desse acordo, mas antes do início da perseguição, escapando da tribulação.
6º ACONTECIMENTO: O INÍCIO DA TRIBULAÇÃO
“porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” ( Mateus 24:21 )
Após a assinatura do acordo de paz, começa o período da tribulação, no qual a ira de Deus será derramada sobre a terra, sobre o Anticristo e sobre as pessoas que foram infiéis a Deus, e que foram deixadas para trás, não sendo dignas do arrebatamento. Será o período mais triste, sofredor e cruel da história da humanidade, que terá fim com a volta de Jesus, que derrotará o Anticristo e seus aliados, e estabelecerá o verdadeiro reinado de paz mundial.
Escrito por: Daniel Ferreira da Silva

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Por que a Rússia nunca invadirá Israel?

De Joel Richardson

Escritor de livro sobre Anticristo islâmico diz que há outro perigo maior

Durante gerações, os cristãos que pesquisam as profecias bíblicas sobre os tempos finais têm olhado a Rússia com desconfiança, tentando imaginar exatamente como e quando aquele ataque esperado vindo do norte seria lançado contra Israel, o ataque que marca o começo do fim.
Mas o autor do recente livro, “Mideast Beast: The Scriptural Case of an Islamic Antichrist” (Besta do Oriente Médio: O Argumento Bíblico em favor de um Anticristo Islâmico), diz que os crentes deveriam esquecer a Rússia, e em vez disso se preocupar com a Turquia.
A região da Turquia, afinal, era onde a estrutura islâmica de poder governava até um século atrás, e embora o Irã, o Egito e a Síria estejam ocupando as manchetes nestes dias por suas atividades muçulmanas, a influência islâmica na Turquia não para de crescer.
Aliás, apenas dias atrás, Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro da Turquia, convidou Fethullah Gulen, o imam eremita do movimento islâmico possivelmente mais poderoso do mundo, para voltar para a Turquia.
“Queremos que este anseio seja cumprido”, disse Erodgan. “Queremos ver entre nós aqueles que estão no exterior e ansiando a pátria… Estamos dizendo que essa ausência do lar [de Gulen] tem de acabar”.
Joel Richardson, autor do recente livro “Mideast Beast,” diz que a suposição sobre a Batalha de Magogue e Gogue, revelada na profecia bíblica de Ezequiel 38 e 39, precisa ser corrigida para que as pessoas entendam.
Num comentário em WND hoje, Richardson explica que a suposição de que a referência bíblica a Magogue indicaria a Rússia foi desenvolvida uns 100 anos atrás, e vem sendo ensinada e debatida desde então dessa forma.
Contudo, a realidade é que o mais provável é que seja a Turquia, disse ele.
“Para as pessoas que se preocupam com a verdade, estudos teológicos modernos afirmam unanimemente que está mais que na hora de descartar a noção de que o profeta Ezequiel predisse que a Rússia invadiria Israel”, escreve ele. “O que então ele predisse? Para qual país em ascensão no Oriente Médio Ezequiel está apontando para nós que será o líder de uma coalizão dos últimos dias que atacará Israel?
“Em meu livro, ‘Mideast Beast: The Scriptural Case for an Islamic Antichrist’, forneço ao estudante comum da Bíblia todas as ferramentas necessárias para compreender muitas das mais importantes profecias dos tempos finais da Bíblia. À medida que as dificuldades do fim desta era agora estão cada vez mais perto, é absolutamente fundamental que os estudantes da Bíblia diligentemente estudem o significado desses textos de modo cuidadoso e responsável. A urgência do momento exige nada menos”, disse ele.
Ele disse que a promoção da suposição de que o exército que marcharia para atacar Israel seria o russo surgiu em torno da época do lançamento da Bíblia de Referência Scofield, no início do século XX, e essa interpretação influenciou muitas outras obras de referência.
Vários materiais de estudo bíblico incluem os seguintes mapas, que mostra que Magogue é a Rússia.
Ele diz que em 1971, o então governador Ronald Reagan continuou esse foco, dizendo: “Ezequiel nos diz que Gogue, a nação que liderará todas as outras potências contra Israel, virá do norte. Os teólogos há décadas dizem que Gogue só pode ser a Rússia. Qual outra nação poderosa há no norte de Israel? Nenhuma”.
Mas uma pesquisa que Richardson consideraria mais exata retrata Magogue como sendo a nação da Turquia:
Richardson explica que um modo diferente de interpretar a Bíblia resulta em conclusões diferentes.
Mas ele disse: “No final do sétimo século e começo do sexto século a.C. quando Ezequiel profetizou, Magogue, Meseque e Tubal eram conhecidos como tendo habitado na Ásia Menor, ou a Turquia moderna”.
O livro de Richardson vem depois de seu sucesso anterior, “The Islamic Antichrist” (O Anticristo Islâmico), um livro que mudou as opiniões escatológicas de muitos evangélicos desde seu lançamento dois anos atrás.
O novo livro é uma continuação do outro — com evidências ainda mais bíblicas de que o Anticristo, um personagem há muito tempo antecipado, será um muçulmano do Oriente Médio.
Ao passo que a maioria dos estudantes da Bíblia há muito tempo sustenta que alguma forma de humanismo ou religião universalista catapultaria o Anticristo para o poder mundial, “Mideast Beast” defende sistematicamente o argumento de que o Anticristo está agora mesmo diante de nós batendo na porta.